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março 22, 2011

Parangolé: arte “open-source”

O parangolé é um tipo de arte peculiar, tido por muitos até como “anti-arte”. Isso porque não se expõe um parangolé para contemplação. O parangolé não é uma arte acabada. Muito pelo contrário, o parangolé só é arte quando há interação entre o apreciador e os parangolés.  O parangolé não tem autoria. Todos modificam.

Então não seria o parangolé um tipo de arte “open-source”? Afinal, o princípio básico do parangolé é o mesmo do software livre: liberdade para modificar. O parangolé, assim como o software livre, nunca está “pronto”, “acabado”. O mesmo pode se dizer da autoria. Um software livre pode ter sido escrito por um autor específico, mas após isso ele é continuamente modificado, tendo vários “co-autores”.

Devo dizer que entendo pouco de arte. Mas com o pouco que conheci do parangolé, posso afirmar: parangolé é um tipo de arte “open-source” :-)

 

 

março 13, 2011

Notebooks e seus teclados: saudades de antigamente…


Acabo de comprar um novíssimo Dell Inspiron 14. Chegou, novamente, aquele momento de “arrumar a casa”, ou seja, pegar todos os dados da máquina antiga e passar para nova, além de instalar softwares e personalizar o equipamento.

O novo notebook é fantástico. Processador, memória, HD, qualidade de áudio e vídeo… tudo de bom. Mas o teclado definitivamente me incomoda. Eis algumas críticas:

  1. Layout. Que saudades do meu teclado inglês internacional, no qual eu podia acertar QUALQUER tecla em uma fração de segundo! Cada fabricante, a cada modelo, resolve fazer um ajuste novo… propondo um novo layout. E aí começa a novela para se acostumar. Minha velocidade de digitação nunca mais foi a mesma…
  2. Teclas de função. As teclas de F1 a F12 agora só são ativadas depois de se pressionar Fn! Que coisa horrível! E tudo o que eu aprendi a fazer com essas teclas? Acessar o help, renomear, pesquisar, combinações diversas com <control> e <shift>… tudo ficou para trás…
  3. <Ctrl> e <Fn>. Essa briga nunca acaba! Quando eu comecei a me acostumar com o bendito <Fn> ocupando o lugar do control, a Dell resolve botar o <Ctrl> no seu local original. Arg…
  4. <Pause/break>. Cadê o pause/break?! Removido sumariamente…

Enfim, teclados como o da foto a baixo me deixam com saudades de antigamente:

Bem, o fato é que não adianta reclamar, não é?… resta apenas me conformar e tentar me acostumar…. :-)

março 2, 2011

Imigrantes digitais vs nativos digitais

Acabo de ler um post antigo do educador Vitorino Seixas, mas que é pertinente ainda hoje, sobre o conceito de imigrantes digitais e nativos digitais.

Nativos digitais são a garotada que já nasceu “respirando” tecnologia. Para eles o uso do computador, internet, smartphones, tocadores de música digital e etc. é muito natural. Imigrantes digitais são os que nasceram antes disso.

Pois bem, daí vem a seguinte pergunta: pode um imigrante dominar o idioma melhor que um nativo? Um japonês que more décadas no Brasil, conseguirá falar português sem sotaque? Possivelmente não…

Então, o que dizer dos imigrantes digitais? Podem eles “falar” tecnologia fluentemente? O problema é que os educadores de hoje (leia: professores) são necessariamente imigrantes digitais, enquanto os alunos, os aprendizes, é que são os nativos. E cada vez mais essa diferença no “idioma” está se tornando um problema na comunicação.

Fica aí o desafio para os educadores.

 

Blog do Vitorino Seixas: http://blogdaformacao.wordpress.com/2006/11/09/imigrantes-digitais/#wpl-likebox

fevereiro 10, 2011

Jornal da TVE: entrevista sobre tecnologia

Recebi um convite da Alessandra Cury, apresentadora do Jornal da TVE, para uma entrevista ao vivo sobre tecnologia.

Tive a oportunidade de comentar assuntos referentes a redes sociais, segurança, formação na área de TI, pirataria e software livre.

janeiro 11, 2011

A ética da alimentação

Apesar de muitos evitarem o assunto, já não é nenhuma novidade a grande crueldade com que são criados os animais para consumo humano. Entretanto, não é só disso que Peter Singer e Jim Mason tratam nessa obra reveladora. Os autores abordam o quanto o consumo de carne contribui para a degradação ambiental, desigualdade social e o aumento da fome.

São feitas boas reflexões sobre a responsabilidade que cada um tem na escolha de seus alimentos. Além disso, há muito esclarecimento sobre os tímidos esforços de algumas empresas no sentido de produzir alimentos com ética.

O livro é muito bem embasado. Centenas de artigos científicos (publicados em journals internacionais) são utilizados como referência.

Recomendo fortemente a leitura.

janeiro 3, 2011

Harley-Davidson: nasce uma lenda

Primeira leitura de 2011! Esta obra ilustrada conta a história da criação de uma das mais respeitadas montadoras de motocicletas do mundo.

Criada logo no início do século 20, a empresa inicialmente produziu motocicletas para o governo, principalmente para as forças armadas. Após a guerra teve dificuldades financeiras, já que as pessoas em geral preferiam os carros às motocicletas. Além disso os motociclistas, em geral, eram vistos como desordeiros e arruaceiros.

Após a morte prematura de um de seus fundadores (Harley), a empresa foi comprada por um outro grupo e passou a ter uma grande queda na qualidade. Os herdeiros então conseguiram um grande empréstimo bancário e recompraram a empresa. Ao invés de imitar as fortes concorrentes japonesas, continuaram prezando pela inovação tecnológica e pela qualidade, porém mantendo a tradição.

As fotos presentes na obra são de cair o queixo! Motos lindas, potentes e robustas, desde o início dos tempos.

Leitura rápida. Recomendo.

dezembro 24, 2010

Logicomix – uma mistura de matemática, filosofia e diversão (ou não)

Acabei de ler uma HQ. Talvez a única desde que terminei o segundo ou terceiro ano do ensino fundamental. E não foi por vontade própria, mas sim devido à recomendação de minha querida esposa, fã e colecionadora de quadrinhos.

Foi uma leitura bem diferente das quais estou acostumado. Primeiro porque no início tive de me esforçar em manter a concentração na sequência dos quadrinhos. Isso porque meus olhos sempre tendiam a olhar as páginas inteiras e, assim, ter uma visão geral das gravuras… Segundo porque eu me distraía com os desenhos em si, em vez de prestar atenção no texto. Enfim, coisa de quem notavelmente não tem experiência nenhuma com HQ….

Em relação à obra, em si, foi uma leitura, no mínimo, curiosa. Apesar de ser uma história em quadrinhos, os personagens são todos reais: matemáticos e filósofos. O livro trata da história da lógica. Os autores usaram sua “licença literária” para inventar uma ou outra historinha e alguns diálogos, mas o grosso mesmo foi todo feito com base em pesquisa bibliográfica.

Quem não gosta de matemática tem nessa obra uma interessante oportunidade de vê-la sob um novo ponto de vista. Isso porque o livro não trata de demonstração de fórmulas e nem da solução de problemas. Trata da busca da verdade absoluta. E isso tudo feito de uma forma bem divertida (ou não), através dos quadrinhos.

Há muita informação sobre filósofos, matemáticos e história. Tudo numa linguagem acessível. O leitor não precisa ser um estudioso da matemática ou da filosofia.

Segundo o livro, a incessante busca pela verdade era o que mais motivava os matemáticos, ou os lógicos. Daí o fato de muitos deles serem também filósofos. A obsessão desses “gigantes” pelo conhecimento é empolgante. Alguns dedicaram a vida toda tentando resolver problemas específicos, trazendo contribuições incríveis à humanidade.

Uma coisa que me chamou a atenção foi o fato de muitos deles terem se tornado loucos, tendo alguns morrido no hospício. A loucura, aliás, era um dos maiores medos do personagem principal, Bertrand Russell.

Ainda não estou preparado para ler quadrinhos com histórias de heróis. Esse tema realmente não me cativa. Mas gostei da idéia de quadrinhos com história real. Até me interessei por matemática e (mais) por filosofia.

Recomendo a leitura.

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